Parintins é uma cidade do estado do Amazonas, localizada às margens do rio Amazonas, próxima à divisa com o estado do Pará.
Com quase 100 mil habitantes, Parintins é urbanizada, possui serviços diversos e conta com boas redes de restaurantes e hotéis. A cidade é muito conhecida pelo festival folclórico de Parintins, com as apresentações de Boi Bumbá, o evento acontece anualmente no último fim de semana do mês de junho, onde ocorre a disputa entre os bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul). Como há muita informaçaõ na internet sobre esse festival e sobre os bois, não comentarei sobre eles aqui nesse texto, me concentrando apenas na viagem que fiz em janeiro de 2011.
Como chegar em Parintins:
A partir de Manaus, capital do Amazonas, há três opções: barco, lancha e avião.
Barco (também conhecido como motor):
-A viagem de ida dura em torno de 18 horas, a viagem de volta pode levar até 21 horas.
-Os barcos saem do porto da Manaus Moderna, atrás do mercado municipal Adolpho Lisboa.
-Em janeiro de 2011 o preço da passagem de ida era R$ 70,00.
-Melhores informações diretamente no local.
Lancha:
-A viagem dura aproximadamente 10 horas.
-As lanchas saem de um porto próprio da Manaus Moderna, atrás do mercado municipal Adolpho Lisboa.
-Em janeiro de 2011 o preço da passagem de ida era R$ 150,00.
-Melhores informações diretamente no local ou pelos fones (92) 9984-9091 e (92) 9119-4389
Avião:
-A viagem dura 1 hora.
-Os vôos saem do aeroporto Eduardo Gomes.
-Linhas áeras: Trip, TAM.
-Informações pelos sites das companhias aéreas.
Bancos:
Parintins só possui os seguintes bancos: Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia.
Não possui caixa da rede 24 horas.
Muitos lugares aceitam cartões como forma de pagamento, mas recomendo não contar com isso sempre.
A viagem de lancha:
Fui de lancha e cabe observar algumas coisas. Elas não operam todos os dias, e cada dia é uma lancha diferente. Apesar do preço ser sempre o mesmo, a qualidade das lanchas variam muito. As diferenças estão no conforto dos assentos e nos serviços de bordo como almoço e lanche.
Outra coisa interessante é que o público local não curte muito viajar de lancha, apesar de ser uma viagem mais rápida do que de motor, ele não gostam do fato de ficar muitas horas sentados e com pouca visibilidade. Na viagem de motor, há mais liberdade de circulação, desfruta-se mais da paisagem e é sempre comum interagir com outros passageiros. Então a dica é sempre avaliar a relação da viagem com o tempo.Isso é fato: viajar pelo Amazonas requer tempo, muito tempo, pois os deslocamentos de barco são longos e demorados.
A vantagem da lancha é sair e chegar no mesmo dia, é uma opção não tão barata, mas muito mais em conta que o avião e mais rápida que o motor.
Visita à Parintins:
Saí de Manaus debaixo de muita chuva, a lancha seguiu pelo rio Amazonas e fez três paradas: Itacoatiara, Boa Vista do Ramos e Barreirinha. A beleza da viagem está em ver o rio Amazonas, imenso, muito agitado e forte.
Assim que a lancha se aproxima de Parintins, vemos a bandeira do boi Garantido que está hasteada no curral desse boi. A lancha aporta no centro da cidade atrás do mercado municipal. O porto oficial de Parintins está em obras em janeiro de 2011, quando estiver pronto deverá oferecer uma boa estrutura.
Cheguei e fui caminhando para a pousada Rio Doce, que é um lugar confortável, boas instalações, quartos grandes e espaçosos. Aceita cartão. Tem piscina. O preço que paguei nessa época do ano pela diária foi de R$ 50,00.
No dia seguinte caminhei pela cidade. Comecei tomando café da manhã no mercado municipal, há lanchonetes que servem várias opções, recomendadíssimo.
Em seguida fui até o Bumbodromo, estava fechado e o vi apenas por fora. Depois fui até o curral do Garantido, que fica no bairro do São José, um bairro simples e agradável.
Na volta vim pela orla e parei num dos lugares que mais recomendo em Parintins: o restaurante/peixaria Coroa's. Localizado às margens do rio Amazonas, tem um atendimento muito bom, preços ótimos, boas refeições, uma vista maravilhosa e aceita cartão.
A vista do restaurante Coroa's:
Lá conheci algumas pessoas, amazonense adora puxar papo e para se sentir solitário em algum lugar do Amazonas é preciso muito esforço. Foi uma tarde agradável, comi um delicioso peixe, tomei cerveja e conversei bastante. Uma das pessoas que conheci não era do Amazonas e sim paulista, uma rapaz professor da PUC-SP chamado Daniel. De lá fomos ao curral do Caprichoso onde segundo ele haveria um ensaio de boi.
Quando chegamos lá, o que havia era um grupo de jovens jogando bola, entrei num time-fora e logo entrei em quadra. Senti o peso dos meus 36 anos quando tive que marcar moleques de 18,mesmo assim aguentei firme durante 5 partidas, o nosso time era bom, quando enfim perdemos, pendurei a chuteira e fui embora.
À noite fui com o Daniel em uma casa noturna de Parintins chamada Rancho do Taperebá. Era um sábado e teve apresentação de duas bandas e um DJ. O local começou a lotar por volta de 1h da madrugadas. Lugar animado e bem democrático.
Em Parintins conheci uma moça chamada Trindade, ela é irmã de uma colega de trabalho da minha mãe. Foi ela que me deu todas as dicas e ajudas para ir à Nhamundá, viagem que foi uma verdadeira imersão na Amazônia.
No domingo acordei, tomei o café da manhã no mercado e no meio da tarde peguei a lancha para Nhamundá.
Considerações gerais:
Parintins é uma cidade bem agradável, visitei a cidade fora da época do festival folclórico, então vi muita tranquilidade, ótimo para fugir de rotinas e descansar.
A cidade está bem desenvolvida, tem serviços básicos e está equipada com universidades (federal, estadual e particulares).
A hospitalidade é ímpar, assim como em todo o Amazonas, as pessoas te recebem bem e são atenciosas. Faz-se amizades rapidamente e o tratamento é como se fossem amigos há anos.
Como qualquer destino turístico do Brasil, as informações de passeio nem sempre são fáceis e as estruturas locais não colaboram. Por isso é sempre bom conhecer alguém da cidade. Quando voltei de Nhamundá, a Trindade e um amigo dela me levaram para conhecer mais a cidade, tudo só era possível de carro ou moto.
A proximidade com locais é sempre positiva, pois nos faz compreender melhor certos aspectos da cidade, que para um viajante ou turista são quase inacessíveis.
Mostrando postagens com marcador Barcos da Amazônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barcos da Amazônia. Mostrar todas as postagens
18 janeiro 2011
Parintins
Marcadores:
Amazonas,
Barcos da Amazônia,
Boi Bumbá,
Caprichoso,
Festival Folclórico de Parintins,
Garantido,
Parintins,
Rio Amazonas,
Selva Amazônica
13 janeiro 2011
Terra Nova - 3 Atos
I - O Barco de Ida - A Tempestade
Fui passar um sábado num flutuante que fica no Rio Amazonas no município de Terra Nova, interior do Amazonas. A viagem de ida foi em uma lancha rápida que sai do porto da Manaus Moderna. Horário de saída: 8:30h. Eu estava acompanhado do Tota (marido da minha mãe) e de seu amigo de longa data chamado Carlos.
O barco vai lotado, pois ele atende às comunidades ribeirinhas, então logo após o Encontro das Águas ele vai desembarcando as pessoas ao longo do caminho. Atracada à popa do barco vai uma lancha conhecida como voadeira que é utilizada para o desembarque das pessoas. Como? É o seguinte: o passageiro informa à tripulação onde deseja descer, na altura do local o barco desacelera para que esse passageiro possa entrar na voadeira, que o leva até a beira do rio.
(para quem não conhece o Encontro das Águas assista aqui: 'seja bem vindo ao encontro das águas')
Abaixo o piloto da voadeira arrumando o motor de popa em pleno temporal para não deixar ninguém na mão.
Enfretamos um forte temporal, mas isso não impede o desembarque via voadeira, pois todos precisam chegar aos seus destinos. Eu presenciei o embarque de uma senhora de aproximadamente 70 anos de idade que o fez com invejável maestria.
A viagem até o nosso destino durou aproximadamente 1h30min.
Abaixo um vídeo para melhor visualizar a embarcação e a chuva que caía no rio Amazonas.
II - O Flutuante do Jorge - Pescaria Frustrada
Chegamos tranquilamente no flutuante, que pertence a um homem chamado Jorge, amigo do Tota e do Carlos. Assim que chegamos, o Carlos preparou linha e anzol para pescarmos. Não curto muito o exercício da pescaria, mas topei porque já posso dizer que pesquei no rio Amazonas, ou melhor, quase pesquei, porque não tive sucesso e nenhum pescado amazônico foi furado com o meu anzol.
Mas o dia foi maravilhoso, ficamos no flutuante, bebendo uma cerveja gelada, ouvindo o silêncio da Amazônia e observando o rio Amazonas, com sua forte correnteza e os botos que surgiam a todo instante. O almoço foi servido pela esposa do Jorge, que preparou uma deliciosa caldeirada de surubin, o peixe havia sido pescado por eles no dia anterior.
Às 14h chegou a hora de voltar.
III - O Barco de Volta - Verduras Amazonenses
Única opção de volta para o mesmo dia é o motor Queiroz Neto II, que atraca no flutuante diariamente. Ele sai de Manaus pela manhã, desce o rio para retornar no mesmo dia no final da tarde. Saimos do flutuante às 14:10h e por um bom tempo fomos acompanhados pelos botos no início da viagem.
Esse motor tem mais de 30 anos de idade e atende as comunidades ribeirinhas levando passageiros e cargas, principalmente a produção agrícola da região.
Sem chuva forte, a viagem foi bem tranquila. Ao contrário da lancha rápida de ida, esse barco levou quase 4 horas para chegar a Manaus. Com isso pudemos apreciar o rio Amazonas e toda a paz dessa natureza que não cansa de ser imponente.
Abaixo um vídeo do nosso barco da volta:
Fui passar um sábado num flutuante que fica no Rio Amazonas no município de Terra Nova, interior do Amazonas. A viagem de ida foi em uma lancha rápida que sai do porto da Manaus Moderna. Horário de saída: 8:30h. Eu estava acompanhado do Tota (marido da minha mãe) e de seu amigo de longa data chamado Carlos.
O barco vai lotado, pois ele atende às comunidades ribeirinhas, então logo após o Encontro das Águas ele vai desembarcando as pessoas ao longo do caminho. Atracada à popa do barco vai uma lancha conhecida como voadeira que é utilizada para o desembarque das pessoas. Como? É o seguinte: o passageiro informa à tripulação onde deseja descer, na altura do local o barco desacelera para que esse passageiro possa entrar na voadeira, que o leva até a beira do rio.
(para quem não conhece o Encontro das Águas assista aqui: 'seja bem vindo ao encontro das águas')
Abaixo o piloto da voadeira arrumando o motor de popa em pleno temporal para não deixar ninguém na mão.
Enfretamos um forte temporal, mas isso não impede o desembarque via voadeira, pois todos precisam chegar aos seus destinos. Eu presenciei o embarque de uma senhora de aproximadamente 70 anos de idade que o fez com invejável maestria.
A viagem até o nosso destino durou aproximadamente 1h30min.
Abaixo um vídeo para melhor visualizar a embarcação e a chuva que caía no rio Amazonas.
II - O Flutuante do Jorge - Pescaria Frustrada
Chegamos tranquilamente no flutuante, que pertence a um homem chamado Jorge, amigo do Tota e do Carlos. Assim que chegamos, o Carlos preparou linha e anzol para pescarmos. Não curto muito o exercício da pescaria, mas topei porque já posso dizer que pesquei no rio Amazonas, ou melhor, quase pesquei, porque não tive sucesso e nenhum pescado amazônico foi furado com o meu anzol.
Mas o dia foi maravilhoso, ficamos no flutuante, bebendo uma cerveja gelada, ouvindo o silêncio da Amazônia e observando o rio Amazonas, com sua forte correnteza e os botos que surgiam a todo instante. O almoço foi servido pela esposa do Jorge, que preparou uma deliciosa caldeirada de surubin, o peixe havia sido pescado por eles no dia anterior.
Às 14h chegou a hora de voltar.
III - O Barco de Volta - Verduras Amazonenses
Única opção de volta para o mesmo dia é o motor Queiroz Neto II, que atraca no flutuante diariamente. Ele sai de Manaus pela manhã, desce o rio para retornar no mesmo dia no final da tarde. Saimos do flutuante às 14:10h e por um bom tempo fomos acompanhados pelos botos no início da viagem.
Esse motor tem mais de 30 anos de idade e atende as comunidades ribeirinhas levando passageiros e cargas, principalmente a produção agrícola da região.
Sem chuva forte, a viagem foi bem tranquila. Ao contrário da lancha rápida de ida, esse barco levou quase 4 horas para chegar a Manaus. Com isso pudemos apreciar o rio Amazonas e toda a paz dessa natureza que não cansa de ser imponente.
Abaixo um vídeo do nosso barco da volta:
Assinar:
Postagens (Atom)






